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Associação Músicas no Sul


A Associação Músicas No Sul (AMS) é uma Associação sem fins lucrativos, criada em Janeiro de 2005 com o objectivo de gerir os destinos da Orquestra de Jazz de Lagos (OJL), mas também para promover outras actividades culturais e educativas relacionadas com a Música, e particularmente com o Jazz, a Música Moderna e Improvisada. Esse foi o intuito dos sócios fundadores, deixar claro desde cedo que a AMS não é uma entidade estanque e contida, mas antes um importante veículo cultural na cidade que a alberga, na região do Algarve e no país.

A AMS é hoje uma entidade cultural com inúmeros projectos em prática, dos quais podemos destacar: a manutenção da OJL, da OJL Redux, do Quarteto de Saxofones da OJL, da The Messy Band ou ainda dos AJMMA All Stars. Mantém actividades como o programa "Jazz No Hotel" (que leva a OJL aos hotéis do Algarve em condições especiais, visando a sua divulgação como representante da Cultura Portuguesa), o Atelier de Jazz e Música Moderna do Algarve – AJMMA e o projecto "Jazz Na Escola" (em parceria activa com a Direcção Regional de Educação do Algarve e autarquias do Algarve), uma forma de divulgação da linguagem musical que é o Jazz e que tenta desta forma colmatar as grandes lacunas que se verificam no ensino oficial. Há ainda o projecto interdisciplinar música/texto/ imagem "Sons e Palavras", que combina música original, com selecção de textos e imagens adequadas e interligadas, o programa de concertos mensal Jazz Com Todos, que também nomeia a sua Agenda (disponível em www.jazzcomtodos.tk), assim como as AJMMA Masterclasses que já contaram com nomes como Michael Lauren, Johannes Krieger ou Jay Corre.

A AMS é ainda co-produtora de vários eventos, entre eles o Festival "Lagos Jazz" (desde 2002), que congrega concertos, jazz na rua, workshops, jam sessions e outras actividades.

A AMS não está sozinha, nem podia, em todas estas actividades, e conta com alguns importantes parceiros para a prossecução dos seus objectivos e actividades. Destaca-se em primeiro lugar o Alto Patrocínio da Câmara Municipal de Lagos, que tem sabido acompanhar todas estas realizações, sendo o principal motor financeiro e logístico, uma vez que faculta as instalações que a AMS/OJL ocupam, particularmente a sua sala de ensaios, e as de ensino da AJMMA, num total de quatro salas. Em 2009 este conjunto de projectos é agraciado com um Apoio Directo pela Direcção Geral das Artes / Ministério da Cultura, que inequivocamente a catapulta para o grupo de estruturas profissionais apoiadas a nível nacional, e por região. Juntam-se algumas empresas privadas que ajudam a completar o orçamento financeiro e uma importante parceria com uma produtora, a Actus, Lda., que ajuda a gerir algumas actividades, sobretudo na área técnica e de produção "in loco".

Voltando um pouco atrás, a AMS nasce da OJL e a OJL nasceu da edição do Festival "Lagos Jazz", edição de 2004. Em Agosto desse ano saía uma Big Band de alunos (das workshops do mesmo festival) que despertou grande atenção do público, dos representantes da autarquia local e de alguns músicos locais, em particular. O concerto de alunos desses ano teve tanto sucesso, que rapidamente a ideia tomou forma, manifestando a Câmara Municipal de Lagos muito interesse num projecto de criação de uma Big Band. E assim avança o processo, começando a OJL os seus ensaios oficialmente em 6 de Outubro de 2004, logo com a formação completa de uma Big Band, mantendo até hoje a instrumentação. A OJL apresentou-se ao público logo em 27 de Janeiro de 2005, e foi ponto assente a seriedade e objectivos do projecto, a que se juntaram algumas recomendações por parte da autarquia, entendendo que este era um projecto de dimensão superior, necessitando de personalidade jurídica própria. Neste contexto foi criada a Associação Músicas No Sul.

Logo após a sua criação, a AMS candidata-se a fundos regionais e obtém verbas que permitem no final de 2005 a realização da Aula de Jazz de Lagos, uma workshop de oito semanas sobre Improvisação e Combo, com mais de 30 horas de formação, leccionada por Hugo Alves, e que teve mais de vinte alunos inscritos e finalistas. Ainda antes desta realização a AMS participa logisticamente na edição do CD de Hugo Alves "Taksi Trio" (Março de 2005), depois reconhecido pela crítica como um dos melhores de Jazz Português de 2005. Em 2006 decorreu a segunda Aula de Jazz de Lagos, produzida com fundos próprios, com a temática "bateria" e tendo por docente o baterista norte-americano Michael Lauren. A Aula de Jazz de Lagos foi o preâmbulo, e deu origem à AJMMA, uma workshop permanente organizada em três níveis a que se junta ainda um nível júnior.

Orquestra de Jazz de Lagos
No que respeita à OJL em concreto, a MAS, em parceria estratégica com a produtora Actus, Lda. gere a carteira de concertos que já atingiu o número anual de 45 actuações. A OJL foi desde o início uma aposta ganha, é um espaço de trabalho e também de formação interna no sentido de se obter a maior versatilidade e qualidade possíveis. Desde a sua estreia que a OJL foi notada pela crítica especializada e o aumento da sua consistência quer em termos de repertório, quer em maturidade sonora tem sido enorme (palavras da crítica especializada). A OJL actuou em concertos nalguns Festivais de Jazz, entre outros eventos de prestígio, como seja a Assembleia da República. Desde cedo a OJL também recebeu músicos convidados, com os quais continua a contar esporadicamente: Bobby Medina (trompete, EUA), Ricky Taylor (voz, Escócia), Miguel Martins (guitarra, Portugal), Antonio Ciacca (piano, Itália), Guto Lucena (Saxofone, Brasil), Lars Arens (trombone, Alemanha), Peter Wetherhill (trombone, EUA), José Meneses (saxofone, Portugal), Luís Cunha (trombone, Portugal), Lucio Ferrara (guitarra, Itália), Jay Corre (saxofone, EUA).


A OJL é uma orquestra de jazz que segue a tradição das grandes Big Bands, mas que também se ambienta musicalmente em contextos mais actuais. Detém um vasto repertório, de cerca de uma centena de temas, que tocam todos os importantes repertórios que fizeram e fazem a história das Big Bands (Duke Ellington, Count Basie, Thad Jones,...), que se encontram agrupados em cinco repertórios distintos. Possui ainda um programa especial com o crooner Ricky Taylor (Escócia), cantor que conta com uma vasta carreira de mais de cinquenta anos.


À cabeça de todos estes projectos encontra-se o músico Hugo Alves, que ocupa desde o primeiro dia o lugar de "director de operações" da AMS, em estreita colaboração com a Direcção, e que é o responsável artístico e musical de todas as formações e iniciativas atrás descritas.


A AMS e a OJL detêm declaração de Elevado Interesse Cultural passada pelo Ministério da Cultura, em articulação com o Ministério das Finanças, para efeitos de Mecenato Cultural.

 

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